Um dia conheci um menino lindo e rico.
O menino lindo se apaixonou por mim.
Mas eu não me interessei por ele.
Foi legal, tudo bem…mas nada que me abalasse.
O problema todo foi que, o tal menino lindo, não admitia de nenhuma forma, que eu não quisesse ficar com ele.
E eu me perguntava: “Mas por que mesmo eu não me interesso por ele?”
Eu juro que eu não sabia. Mas tinha algo nele que me afastava.
E, quanto mais eu sumia, mais ele me perseguia.
Era uma ligação atrás da outra. Convites para viagens. Declarações melancólicas de saudades.
E eu, desesperada, não atendia mais o telefone e quando atendia, era monossilábica.
Tentava fugir de todos os jeitos para não ser estúpida. Mas sabe quando a pessoa não percebe que é ela que tem que sumir e não você que tem dizer isso claramente com todas as palavras na cara dela? “SU-MA”.
Foi quando, não mais que de repente, me dei conta que é justamente assim que os meninos se sentem quando fazemos a mesma coisa com eles.
Quando ligamos várias vezes ao dia. Quando somos grudentas ao extremo e exageramos nos carinhos, quando enchemos eles de paparicos, como uma mãe zelosa, enfim, quando vivemos mais a vida deles do que as nossas.
Eles querem um espaço pra pensar. Pra entender porque não estamos agradando. Apesar de sermos lindas, inteligentes, carinhosas, etc, etc…
“O problema não é você, o problema sou eu.” _Sim. Infelizmente, eu também usei essa desculpa…
Demorou, mas o menino lindo e rico desapareceu.
E eu ainda penso o porque não gostei dele. Já que ele era lindo, rico, carinhoso e inteligente.
Deve ser por isso que ele não se conformou. Porque sabia de suas qualidades.
E é por isso que deveria ter se dado mais valor.








